A relação de maior eficiência das máquinas e sistemas na competitividade global

A busca por soluções de tecnologia para reduzir gastos e conquistar eficiência, dados armazenados nas nuvens ao invés de servidores locais já são uma realidade em indústrias de todos os portes – entretanto, integrar este cenário exige cuidados cada vez maiores com a segurança.

Luiz Menegocci, Oracle Digital

“A empresa que está viva hoje, é porque faz uso de tecnologia. Se não tem uma nova tecnologia, não tem novos produtos e serviços”, afirma Luiz Menegocci da Oracle Digital 

Menegocci, fala sobre os pontos de grande destaque na Indústria 4.0:

NUVEM: A migração das empresas para a nuvem (clouding computing) é uma tendência muito forte. Os mais diferentes processos como: logísticas, marketing, vendas, estão migrando para nuvem.

Esta realidade traz uma nova forma de consumir, não é apenas deixar de servidores dentro da empresa.

NOVOS EQUIPAMENTOS: Sensores traz a modernização nos equipamentos. Eles geram muitos dados de maneira rápida – geram inteligência que possibilita uma tomada de decisão mais assertiva.

INTEGRAÇÃO: Cada vez mais cresce a necessidade de soluções que ajudem na integração das soluções de tecnologia.  Este é o grande desafio: integrar soluções que são desenvolvidas com protocolos diferentes

As Smart Cities têm um papel importante como geradores desta grande demanda de integrar soluções, valorizando ainda a economia circular: inclusão de processos de sustentação e reciclagem

Há muitas oportunidades para startups neste sentido: gerar soluções para integrar estas tecnologias. A integração linear deixou de ser realidade e as startups tem uma agilidade que as grandes indústrias não conseguem ter.

VOLUME EXPONENCIAL DE DADOS: As novas tecnologias geram um volume de dados enorme. Como lidar com todo este volume de informação gerado? O que fazer com esta informação?  Como interpretar dados que chegam dos sensores IT? Como extrair as respostas para as tomadas de decisões?

Hoje os profissionais precisam ser meio cientistas e o uso de “learning machines” para ler estes dados é fundamental – mas é necessário saber fazer as perguntas certas para que as “learning machines” consigam dar as respostas que precisamos.

Fernando Loureiro, SEED

Historicamente o setor da indústria sempre puxou o desenvolvimento dos demais setores. Hoje o setor da indústria está sendo puxado pela tecnologia. A tecnologia tornando as indústrias mais competitivas” – Fernando Loureio da SEED

Fernando Loureiro, trouxe cases de aplicação de tecnologias realizadas pela SEED.

 “A indústria 4.0 traz redução de custos e facilidades”, afirma Loureiro, porém reconhece que sem investimento não é possível evoluir os processos nas empresas.

Com o mercado cada vez mais competitivo é preciso estar pronto para atender o cliente e é preciso ter rapidez no retorno.

As novas tecnologias trazem informações para planejar o futuro. Elas possibilitam mapear os pontos a serem melhorados, por exemplo numa cadeia de produção. Muitas vezes a melhoria a ser feita não depende da compra de novos equipamentos e sim de melhorias de processo ou na definição de um novo fluxo de trabalho, por exemplo.

Em um case do setor de mineração, Loureiro relata que foram colocados sensores de ruído e sensores de movimento nos pontos de extração. A central recebia estes dados e identificava e priorizava, conforme risco, os problemas detectados – ganho de eficiência e agilidade na tomada de decisão.

Em um outro case, relata que um cliente durante este período de pandemia pela Covid-19, enfrentou problemas com a produção devido ao aumento repentino de demandas, que gerou falta de matéria prima. Tinha ainda a questão do isolamento social limitando sua mão de obra.

A partir do uso da tecnologia, passou a ter um plano de produção diário, baseado em relatório gerados nas primeiras horas do dia. Isto possibilitou ter a inteligência necessária para atender seus clientes de forma mais efetiva.

Hoje, segundo Loureiro, as soluções de automação estão mais baratas e podem ser buscadas por empresas de todos os portes.

Márcio Bracco, VMWare

 “O ciberataque é um tema cada dia mais sério. Os ataques já não são mais como antigamente. Hoje há um crime organizado que comanda estes ataques. Eles atuam de forma planejada, escolhem companhias específicas e estudam bem o alvo antes de atacá-lo.”, afirmou Márcio Bracco da VMWare

Em meio a tantas tecnologias e integrações de soluções, como fica a questão da segurança cibernética? Foi este o tema abordado pelo palestrante Márcio Bracco da VMWare.

Hoje há dois fatores importantes que colocam as empresas em situação vulnerável:  as empresas buscam ter uma camada tecnológica flexível para ter mais liberdade para integrar novas soluções e atuam nas “nuvens” seja acumulando dados ou se conectando com outras “nuvens”.

Segundo Bracco, é necessário que as empresas abandonem  a visão de terem ferramentas específicas para solucionar riscos específicos, ao invés disto, devem pensar em soluções de segurança intrínseca, ou seja, buscar aplicações que já nascem com dispositivos de segurança, que já nascem seguras com uma solução embarcada. Esta sim é uma segurança mais robusta e com menos brechas.

Além destes dispositivos, ressalta a importância de haver soluções analytics que captam as informações e deem uma melhor visibilidade do que está acontecendo dentro do ambiente, gerando um melhor monitoramento e gestão da segurança.

“A empresa precisa deixar de enxergar a área de tecnologia como despesa e sim encará-la como o coração da operação. A empresa precisa ser muito mais ágil e conectada. Não basta mais fabricar e vender, é preciso modernizar a forma de pensar”, conclui Bracco.

Este foi o painel A relação de maior eficiência das máquinas e sistemas na competitividade global

INDÚSTRIA 4.0: 22/Out – 9h

Moderador: Dr Carlos Sakuramoto – General Motors

Palestrantes:

Marcio Bracco – VMWare

Fernando Loureiro – SEED

Luiz Menegocci – Oracle Digital

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