Mobilidade, o desafio do gestor público na aplicação e uso de tecnologias

A utilização da tecnologia na mobilidade trará às cidades uma nova forma de lidar com o deslocamento interno, permitindo ao cidadão formas mais democráticas e eficientes de transporte coletivo.

Os veículos elétricos já são realidade no Brasil. São cerca de 14 modelos de carros comercializados no país que tem consumo elétrico (totalmente elétricos ou que são híbridos, ou seja, que são movidos por energia recarregável e combustível tradicional). Já existem inúmeros pontos públicos de recargas e este é o maior desafio, aumentar a rede para crescente demanda.

Na  cidade São José dos Campos, carros elétricos são utilizados na segurança pública e já representaram uma economia de mais de R$ 850 mil com combustível e manutenção, a cidade de São Paulo colocou em operação a maior frota de ônibus 100% elétricos a bateria do país e o Rio de Janeiro foi a primeira capital do ocidente a ter frota de caminhões de coleta de resíduos 100% elétricos – cases apresentados pelo  Roberto Netto da IPFacens

Netto, também apresentou a aplicação da tecnologia C-V2X na mobilidade. Segundo ele, esta tecnologia permite a conexão de motoristas com infraestrutura (semáforos, luminárias inteligentes, estacionamentos, etc), pessoas (ciclistas e pedestres) e rede. Esta comunicação interativa permite evitar acidentes, ajudar na mobilidade e economizar recursos.       

Cidade como Campinas já se preparam para os próximos 10 anos. Segundo Carlos Passos, da Prefeitura de Campinas, buscam soluções para mobilidade e cidade inteligente na iniciativa privada e em universidades. Soluções que promovam a maior mobilidade, através de soluções para transporte e uso misto do solo – bairros multifuncionais em que a pessoa não precisa se deslocar mais do que 15 minutos para ter acesso ao que precisa (Cidade em 15 minutos)

Não há como falar em mobilidade eficiente sem entender a necessidade de integração entre as diferentes modalidades de transporte: bicicleta, metrô, trens, ônibus, aplicativos etc.

Passos citou cases de Barcelona/Espanha e Seul/Coreia que utilizam a tecnologia para oferecer ao cidadão uma rede de transporte integrada e eficiente. Por exemplo, em Seul o cidadão usa o mesmo cartão para pagar o transporte público e realizar compras no mercado local. Há ainda uma central de controle do transporte que gerencia o fluxo dos ônibus e emite mensagens diretamente aos motoristas.

A cidade de São José dos Campos, segundo Paulo Roberto Guimarães Junior, prepara-se para um grande desafio: a construção de um novo sistema de transporte público. Baseado em que a população apontou como sendo primordial, o novo modelo tem como premissa: maior conforto, maior frequência e menor custo.

Além do aumento da frota em 43%, veículos elétricos serão incorporados, novas modalidades de transporte como o ônibus sob demanda que usará inteligência para oferecer horários e rotas flexíveis. A grande inovação será em oferecer transporte coletivo por aplicativo – o cidadão solicita o deslocamento, recebe a informação dos modais de transportes disponíveis para o trajeto que deseja fazer, pagamento de tarifas flexíveis, monitora o deslocamento e avalia o serviço – tudo em um único aplicativo, como já disponibilizados por aplicativos como Ubber.

A utilização da tecnologia na mobilidade trará às cidades uma nova forma de lidar com o deslocamento interno, permitindo ao cidadão formas mais democráticas e eficientes de transporte coletivo.

Este foi o painelMobilidade, o desafio do gestor público na aplicação e uso de tecnologias”

SMART CITIES: 20/Outubro – 10h15

Moderador: Carlos Venicius Frees 

Palestrantes:

  • Paulo Roberto Guimarães Junior – Prefeitura Municipal de São José dos Campos
  • Roberto Netto – IPFacens
  • Carlos Passos – Prefeitura Municipal de Campinas

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO EVENTO

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