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Tudo sobre a RM VALE TI
24
out

Tecnologias para indústria 4.0 e para o agronegócio são o foco do 2º dia da RM VALE TI 2018

O segundo dia da 5ª edição da RM VALE TI – feira e congresso de tecnologia e inovação foi marcado pela presença de grandes especialistas de indústria 4.0 e agronegócio. O congresso recebeu um público interessa em discutir como as tecnologias da informação e da comunicação podem transformar os dois setores que lideram a recuperação da economia no Brasil e respondem por quase metade do PIB do país.

“A feira realmente tem se consolidado para esse mercado como parte importante na discussão de novas tecnologias que influenciam na produtividade e lucratividade. O público cresceu neste ano, há muita gente interessada em desenvolver negócios na feira”, avalia Marcelo Nunes, coordenador do APL TIC VALE do Parque Tecnológico São José dos Campos, responsável pelo evento.

Agronegócio

O agronegócio é estratégico para a economia brasileira e também é um grande demandante de tecnologias da informação e comunicação. “São José dos Campos é um epicentro de tecnologia, mas estava descoberto para soluções ao agronegócio. Há um ano e meio começamos a dar atenção a esse segmento e, hoje, é uma grande área do APL e também da RM VALE TI”, diz Nunes.

Em dois painéis, especialistas de instituições como Embrapa (Empresa de Pesquisa Brasileira Agropecuária), da Esalq (Escola Superior de Agricultura da USP) e da Qualicitrus apresentaram cases de sucesso e as novas pesquisas. Tudo isso para conectar experiências po

sitivas e o universo acadêmico à vida prática dos negócios.  Também foram explorados os desafios e soluções do setor, com propostas de novas tecnologias que devem gerar o futuro Agrotech no Brasil.

Durante os painéis, Giane Santos, relações institucionais do PqTec, explicou o conceito da Fazenda 5.0, projeto piloto do APL TIC VALE – vertical agro em parceria com a empresa Qualicitrus. Em uma área de 2.300 hectares, de sete produtores, as parceiras testarão soluções em meteorologia, gestão e agricultura de precisão por meio de informações georreferenciadas. Nas áreas de intervenção, são plantados em esquema de revezamento batata, feijão, soja e milho. A ideia é mensurar o impacto da integração das tecnologias no aumento da produtividade e na redução de uso de insumos e de desperdício. “É o primeiro caso no Brasil de integração de soluções para o agronegócio, disse Santos.

Para Caio Souza, meteorologista da Squitter, a palavra do momento em agronegócio é rentabilidade. “O produtor precisa produzir mais em uma mesma área. As TIC precisam oferecer soluções para atender a essa demanda”, explica. A Squitter é associada do APL TIC VALE e faz parte da Fazenda 5.0.

Acordo de cooperação

Hoje foi anunciado um acordo de cooperação entre a Embrapa Nacional e o Parque Tecnológico São José dos Campos. Por meio do contrato, as 42 áreas da Embrapa poderão demandar o desenvolvimento de tecnologias para o APL TIC VALE – vertical agro. Em parceria, serão criadas soluções para o agronegócio brasileiro.

“Antes, a Embrapa oferecia as tecnologias que desenvolvia ao mercado. Agora, atende às demandas que surgem, está à disposição para atende-las”, resume José Gilberto Jardine, diretor de transferência de tecnologia da empresa.

Para Marco Antonio Raupp, diretor-geral do Parque Tecnológico São José dos Campos, o trabalho conjunto com a Embrapa é fundamental para que as empresas vinculadas ao APL TIC VALE possam oferecer soluções para problemas reais e contribuir de forma efetiva para

o agronegócio brasileiro. “A Embrapa entende a demanda do mercado, dos produtores, de outros setores. E nós estamos aqui para atende-la”, diz.

Indústria 4.0

Entender os impactos da chamada quarta revolução industrial é essencial para quem trabalha na indústria brasileira. Ao longo do segundo dia da RM VALE TI, três painéis trouxeram grandes nomes do mercado para discutir com o público como as tecnologias da informação e comunicação se encaixam nesse cenário.

Carlos Sakuramoto, gerente de Tecnologia

e Inovação da Engenharia de Manufatura da General Motors Mercosul e diretor de manufatura da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), mostrou como a GM trabalha para absorver os conceitos da indústria 4.0. “Um ambiente de sucesso na indústria 4.0 contempla legislação, recursos e pessoal, com boa infraestrutura”, disse.

Carlos também falou da importância das parcerias com startups para o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias no chão de fábrica. “Nosso core business é montar carro, e não produzir e desenvolver tecnologias. Por isso temos as startups de base tecnológica para trabalhar em conjunto, para resolver algumas demandas”, explicou.

Luiz Menegocci, Digital Content for CEO and CFO na Oracle, trouxe dados relevantes sobre a transformação digital pela qual a indústria passa. “De acordo com pesquisas, somente 5% da mão de obra poderá ser 100% automatizada. Isso significa que a mão-de-obra será mais qualificada, com mais exigência. Na verdade, a inteligência artificial potencializa a qualidade do profissional”, avalia.

As grandes tendências para a indústria são: servilização, cliente no centro, hiperconexão, multicanalidade, geração digital, inovação e regulação.

Rodada de negócios – dia 2

No segundo dia da rodada de negócios, ocorreram mais de 400 reuniões previamente agendadas, com grandes empresas que buscaram soluções para agronegócio, indústria e varejo.

Maísa Doris, executiva de expansão do Grupo Hinode, avalia a rodada como uma grande oportunidade de fazer negócios. Saiu do evento com novas reuniões agendadas em grandes instituições, como a Prefeitura de São José dos Campos, Petrobrás e Gerdau.

“Foi acima das minhas expectativas. As conversas ocorreram de forma ágil e objetiva e os 15 minutos são o tempo ideal para apresentar a minha solução. A diferença é que, nesse tipo de evento, as grandes empresas chegam muito abertas, com um sorriso no rosto, realmente interessadas em fazer negócios”, diz Maísa.

Palestra especial com o presidente da ABDI

No final do dia, a RM VALE TI teve uma palestra especial com Guto Ferreira, presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). É a primeira participação da agência no evento, mas o relacionamento com o Parque Tecnológico é3 antigo.

“O Brasil tem muitos parques tecnológicos, mas não necessariamente com a organização e o sucesso do Parque Tecnológico São José dos Campos. Planejamento é fundamental, com a atuação clara dos clusters”, avaliou Ferreira.

Na palestra, o presidente da ABDI apresentou as políticas de incentivo para o desenvolvimento da indústria 4.0 e de tecnologias que usam internet das coisas. “A ABDI é a única agência de inteligência do governo para o setor de serviços”, lembrou.