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13
set

Como a Agricultura 4.0 transforma a produção no campo

Há até pouco tempo, somente instinto e experiência do produtor poderiam pautar as decisões relacionadas a todas as fases do agronegócio: plantio, clima, uso de insumos, irrigação, utilização de máquinas agrícolas, colheita, estoque, entre tantas outras.

Hoje os profissionais podem contar com diversas ferramentas e soluções, que fornecem informações muito mais precisas e auxiliam o aumento da produtividade e a redução de custos com insumos, energia, água e manutenção. Esse é o conceito da agricultura 4.0.

Fazendas e usinas ao redor do país se tornam cada vez mais conectadas e automatizadas. Muitas já possuem sistemas de irrigação que consideram a previsão de chuva, umidade do ar e do solo. Algumas plantações são controladas por centrais de monitoramento que fornecem dados em tempo real, permitindo uma gestão eficiente e a atuação rápida diante dos mais diversos problemas.

Não há dúvidas de que as novas tecnologias ditam o futuro do agronegócio em todo o mundo.

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Conheça as principais tendências de tecnologia para o agronegócio

Internet das Coisas (IoT)

As fazendas inteligentes emprestam o “sobrenome” das cidades inteligentes e, como elas, têm processos integrados de gestão e produção. A conexão de processos é fundamental para aumentar produtividade e reduzir custos, facilitando a vida do produtor. A internet das coisas é parte essencial desse cenário.

Imagens de drones e de satélites conseguem dar ao produtor um cenário completo de sua produção. Máquinas agrícolas recebem sensores que captam informações do solo e podem ajudar na decisão de uso de insumos para corrigir acidez, irrigação e técnicas de plantio. Operações de armazenamento e logística também se integram, para otimizar o processo industrial, reduzindo perdas e aumentando o controle.

Estimativas em todo o mundo apontam que soluções baseadas em IoT podem aumentar em até 15% a produtividade. De acordo com a Associação Brasileira da Internet das Coisas (Abinc), deverão ser investidos, na safra 2018/19, pelo menos R$ 100 milhões nessa área. As propriedades brasileiras devem receber investimentos de até US$ 21 bilhões até 2015, de acordo com previsão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações.

 Inteligência artificial

Soluções baseadas em inteligência artificial atuam como um ótimo conselheiro do produtor. As plataformas ajudam a aperfeiçoar os processos automatizados, tornando-os mais precisos, e a aumentar o desempenho das lavouras.

Assistentes virtuais são desenvolvidos para ajudar o produtor em decisões cruciais: aplicação de agroquímicos, acionamento de mecanismos de irrigação, momento de plantio e de colheita, entre outros. Para dar conselhos certeiros, as plataformas analisam informações sobre o clima, direção do vento, as previsões de pragas para a época do ano, umidade e fertilidade do solo e dados anteriores da mesma área, entre outras fontes.

Simulação e robótica

Cresce a oferta de simuladores personalizados, que fazem uso da realidade virtual para treinar operadores das máquinas – de pulverizadoras a colheitadeiras. O uso desse tipo de solução digital no lugar das máquinas agrícolas reduz consumo de combustível e insumos e diminui o desperdício de produção.

Máquinas-robôs, que funcionam sem a presença de um operador, já atuam no campo. O mercado de robótica deve movimentar US$ 23 bilhões entre 2016 e 2019, segundo a Federação Internacional de Robótica – dos mais de 330 mil robôs de serviços comercializados neste período, 35 mil estarão no campo.

A novidade é que os equipamentos se tornam cada vez mais inteligentes.  Novas tecnologias permitem que as máquinas sejam conectadas a drones, satélites, sensores terrestres e central de informações. Dessa forma, recebem comando precisos sobre como e quando trabalhar: tratores podem interromper a operação no caso de chuva e pulverizadoras aplicam insumos de acordo com a necessidade.

Há ainda projetos em andamento que utilizam drones e robôs para a reconstrução 3D de plantas, frutos e folhas. Essas imagens ajudarão na classificação e análise das características específicas dos vegetais cultivados em uma propriedade e poderão melhorar o monitoramento das lavouras.

Agronegócio é estratégico no Brasil

O setor de agropecuária é estratégico para a economia do Brasil. Atualmente, contribui com 23% de toda a produção brasileira. Em 2017, foi responsável por puxar o PIB nacional para cima (enquanto indústria e serviços tiveram PIB negativos). Para 2018, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada prevê aumento de 3,4% do PIB do setor, acima da média geral da economia brasileira, que deve crescer 1,5%, de acordo com o Banco Central.

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