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5
set

Novas experiências de compra e venda – a transformação digital chega ao Varejo

Inteligência artificial, realidade aumentada, internet das coisas. Essas tecnologias pareciam distantes do Varejo, mas hoje já pautam as estratégias de venda e a experiência de compra.

Diante de uma gama de ofertas de tecnologias que modificam a forma de alcançar o cliente, é cada vez mais difícil tomar a decisão de onde investir e de que inovações escolher para aumentar a competitividade e os lucros do negócio. Por isso, a RM Vale TI 2018 apresenta em seu Congresso o Eixo Temático Varejo, com três painéis no dia 25 de agosto, das 10h às 17h30.

O painel de abertura tem o tema Desafios e Resultados de TIC Aplicados aos Processos Logísticos do Varejo.  

Pagamento sem fila

Assim como todos os painéis do Congresso, a proposta é trazer experiências de sucesso de usuários. Um dos cases que serão apresentados é o do Magazine Luiza, uma das empresas brasileiras que mais se destacam quando o assunto é avanço digital no Varejo.

A crise e a concorrência nas plataformas de e-commerce levaram a empresa a investir na transformação do modelo de negócios, com a integração dos canais de venda e uso intenso de tecnologia desde o planejamento até as lojas. Em 2017, mais de R$ 80 milhões foram investidos em tecnologia. O resultado se reflete nos índices da companhia, que só crescem: a empresa reportou lucro líquido de R$ 140,7 milhões no segundo trimestre de 2018, resultado 94,5% maior que o registrado no mesmo trimestre do ano anterior. O resultado acumulado do primeiro semestre deste ano é um lucro de R$ 288,2 milhões, alta de 120,2% na comparação anual.

A rede foi uma das primeiras varejistas a adotar o pagamento móvel: os vendedores dispõem de smartphones e tablets na loja e podem passar o cartão sem que o comprador precise enfrentar a fila no caixa.

O Magazine Luiza também transformou seu site em um marketplace e passou a vender produtos de outros varejistas. De 2016 para 2017, o site saltou de 40 mil tipos de produtos comercializados para um milhão de itens.

A avaliação dos clientes também subiu com a implantação do Mobile Entrega, um aplicativo que permite atualização constante da localização das encomendas, fornecendo informação ao cliente em tempo real. Antes, os carreteiros precisavam entregar papéis com essas informações e, em muitos casos, o sistema só era atualizado quando o comprador já tinha recebido seu produto.

Essas iniciativas são resultado de um trabalho que começou em 2011, com a criação do LuizaLabs, laboratório de tecnologia e inovação do Magazine Luiza onde trabalham 450 engenheiros e desenvolvedores nas cidades de São Paulo, Franca (SP) e Itajubá (MG).

Saiba mais sobre o painel Desafios e Resultados de TIC Aplicados aos Processos Logísticos do Varejo.  

 

A rede Magazine Luiza é um grande case de uso de tecnologia no Varejo/ Foto: Divulgação

Realidade Aumentada

A Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, também investe pesado no uso de tecnologias para criar uma experiência de compra de alto nível.

Em 2017, o grupo contratou 600 profissionais da área de tecnologia da informação para desenvolver soluções e aplica-las nas lojas, além de prepará-las para as novidades.

Em janeiro deste ano, foi inaugurada em São Paulo uma loja do Ponto Frio com 170 metros quatros – quase seis vezes menor do que as unidades tradicionais, que têm cerca de 1 mil metros quadrados. A loja tem nove funcionários, enquanto os outros pontos chegam a ter 25 profissionais.

Lá, todo o funcionamento é pautado nas soluções tecnológicas e na experiência de compra única e personalizada. Há prateleiras virtuais, com telas que apresentam eletrodomésticos em tamanho real e câmeras que medem a satisfação do cliente.

A empresa também implantou o projeto Via Única, um grande banco de dados com informações dos clientes que são coletadas durante as transações e devem ser usadas para aumentar a assertividade da comunicação com o cliente.  O “big data” atuará como uma ferramenta que ditará a forma como as campanhas de marketing serão conduzidas. As peças devem ser customizadas de acordo com os gostos e as decisões dos compradores.

Loja conceito da Via Varejo, em São Paulo (SP) / Foto: Divulgação