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19
out

Câmara de SJC: Parceria inédita vai estimular tecnologia no agronegócio em São José

Prefeitura e Parque Tecnológico firmam protocolo de cooperação com o Estado para implantar núcleo de desenvolvimento e tecnologia agrícola

Em iniciativa inédita no setor de agricultura do Estado, a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo propôs um termo de cooperação e inovação tecnológica com a Prefeitura e o Parque Tecnológico de São José dos Campos para estimular o desenvolvimento do agronegócio no Vale do Paraíba. A proposta tem o apoio da Câmara de São José dos Campos e foi apresentada pelo governo do Estado por meio da Codeagro (Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios).

O anúncio foi feito pelo coordenador da Codeagro, José Valverde Machado Filho, durante a abertura da 4ª Feira de Tecnologia e Inovação, a RM VALE TI, realizada no Parque Tecnológico. Pela primeira vez, a feira destinou um espaço para o agronegócio.

Segundo Valverde, o potencial tecnológico da cidade fortalece a possibilidade de expansão das atividades agrícolas e da agricultura familiar em São José dos Campos e toda a região do Vale do Paraíba.

“A concepção de um protocolo de cooperação para o desenvolvimento do agronegócio, a partir do estímulo da inovação tecnológica, é fundamental para o desenvolvimento econômico”, disse.

Segundo ele, os municípios do Vale do Paraíba, juntamente com o Parque Tecnológico e em parceria com o Governo do Estado, podem aprimorar o desenvolvimento de programas como o “Mais Leite” em termos de inovação tecnológica. “A pesquisa colocada em projetos como este simboliza avanços expressivos para o agronegócio”.

O protocolo de Cooperação é uma iniciativa inédita para o setor da agricultura no Estado de São Paulo. “Não existe outro com este escopo de inovação tecnológica. Neste momento estamos na concepção da ideia e existe receptividade por parte de São José e também do Parque Tecnológico. Juntos, podemos buscar a competitividade e o desenvolvimento sustentável nas diversas frentes que o agronegócio possui.”

A partir da assinatura do termo de parceria, o primeiro passo será o mapeamento do potencial agrícola da região, que atualmente é conhecido como bacia leiteira e pela produção de arroz, hortaliças e produtos orgânicos.

Na avaliação de Valverde, o Vale do Paraíba não possui uma presença representativa nesse cenário, mas existe ‘um grande caminho a ser desbravado’. “O protocolo de cooperação pode ser um caminho de desenvolvimento e informação ao agricultor, que hoje já se volta para estas novas ferramentas, fornecendo a ele apoio para impulsionar a agricultura familiar no Vale do Paraíba”.

São José dos Campos

Em São José dos Campos, a ideia é fortalecer o potencial agrícola nas áreas rurais da cidade, que representam 70% do território.

O secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico, Alberto Mano Marques, pretende se reunir novamente com os parceiros para desenhar o escopo da cooperação.

“Quase 70% de São José dos Campos é área rural. É verde. Temos um potencial imenso para ser desenvolvido nessas áreas. O Estado tem investido em programas e políticas públicas, principalmente no que diz respeito a produtores rurais e a segurança alimentar, e queremos compartilhar essa experiência do estado com a riqueza tecnológica de São José dos Campos e assim desenvolver o setor rural’.

Presidente da Comissão de Educação e Promoção Social da Câmara, o vereador José Dimas (PSDB) atua no desenvolvimento de projetos de estímulo para o agronegócio e a agricultura familiar. Ele defendeu a parceria.

“Essa aliança é importante porque é o início de um processo que futuramente poderá resultar em um núcleo de estudos no Parque Tecnológico para alavancar o agronegócio”.

Segundo ele, a Câmara irá se articular com outras instituições que estão envolvidas no agronegócio como o Sindicato Rural, o SEBRAE e o SENAR, para que possam atuar como parceiros na política do agronegócio.

Tecnologias em exposição

Durante os três dias de Feira de Tecnologia e Inovação, empresas integrantes do TIC Vale – Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação de São José dos Campos e Região – expõem seus produtos. Das 77 empresas que fazem parte dessa rede de interação e cooperação, 20 oferecem soluções para a área agrícola e nove estão com estandes.

Várias delas migraram da área aeroespacial, vocação joseense, para o campo, como a STC, empresa incubada no Parque Tecnológico desde janeiro e que desenvolve simuladores para treinamento de operadores em colheitadeiras. Com 30 anos de experiência em simuladores para aviação, o engenheiro aeronáutico Luiz Otávio Bernardes se inspirou nos softwares de modelagem matemática de movimentos para reduzir de 15 para 5 horas a parte prática da formação de um operador da máquina, com mais segurança, sem gastar combustível nem precisar alocar equipamento que poderia estar na produção. “E pode ter aplicação também na área de mineração, portuária e construção civil”, diz.

Para o coordenador do APL, também chamado cluster, Marcelo Nunes, “até 2016 os eixos eram indústria, varejo e cidades inteligentes; o agronegócio é uma demanda de mercado que vem crescendo”.

Outra questão que se destaca é a conectividade. Nessa área, a Tecsus desenvolveu um microcomputador com rádio acoplado a um pluviômetro que transmite os dados coletados para uma central distante até cinco quilômetros de hora em hora.  O engenheiro Wagner Fukuoka Leite conta que esse tipo de informação é considerada na decisão de deslocar pivôs de irrigação ou aplicação de defensivos, portanto envolve custos. “A empresa ficou incubada durante três anos no Parque se dedicando a uma tecnologia nacional e mais barata que a importada.”

No congresso, duas palestras tiveram temática relacionada, uma sobre tecnologias florestais e outra sobre geoprocessamento.

 

Fonte: http://www.camarasjc.sp.gov.br/noticias/5882/parceria+inedita+vai+estimular+tecnologia+no+agronegocio+em+sao+jose

 

Foto:  Marco Antonio Raupp e o vereador José Dimas (dir.) – Crédito: Flavio Pereira /CMSJC