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20
out

Inteligência cognitiva desperta curiosidade na 3ª RM Vale TI

Criação da IBM, Watson busca interação natural entre homem e máquina

Por Laryssa Prado
Portal Meon

Tecnologia cognitiva e segurança da informação foram temas da Plenária CyberSecurity, no último dia da 3ª RM Vale TI. Falar de inteligência articial parece coisa de filme. Tecnologia cognitiva então, é como ir além do futuro. Mas, na verdade, essa já é uma realidade em vários setores como comércio, saúde e segurança.

O Watson, concebido pela IBM em 2007, é mais do que um supercomputador, ele tem algo de humano. O software é capaz de responder perguntas, traçar perfis, facilitar compras, gerar diagnósticos, avaliar riscos, traduzir textos simultaneamente, entre muitas outras funções. “Não é uma demo. É um produto. Já está no mercado e é usado no nosso dia-a-dia. Ele busca promover a interação natural entre homem e máquina”, contou David Dias, gerente sênior da IBM, que apresentou o programa na 3ª RM Vale TI.

Em fevereiro de 2011, o Watson derrotou dois candidatos do Jeopardy, programa americano de TV composto por perguntas e respostas, conhecido por suas questões complexas e complicadas e por seus campeões muito inteligentes.

Ainda não se sabe ao certo os limites da tecnologia cogitiva. “Eu costumo dizer que nós estamos em 1998. Nessa época eu estava saindo do mestrado e pensando como eu faria para ganhar dinheiro com a tal da internet. Estamos em 1998 quando se trata da computação cognitiva”, diz David Dias. “Aconteceu uma mudança no olhar sob as máquinas. Elas passaram a se relacionar com as pessoas, tendo expressão. O Watson é um robô social. Nos próximos cinco anos nós vamos ver isso em todos os lugares. Todos vão ter algum tipo de relação com a tecnologia cognitiva”, acrescenta o gerente da IBM.

O Watson tem uma versão ‘brasileira’, a Isabela. Dois grandes hospitais do Brasil estão testando o software para diagnósticos clínicos. “Mas a intenção não é substituir o médico, é assisti-lo. Pegar todo o volume de informação não estruturado e torná-lo disponível ao médico de maneira fácil, com interação e linguagem natural. A cada 63 dias a informação médica vai se duplicar. Impossível para um médico se manter atualizado. O Watson vai fazer esse trabalho pra ele”, conta David Dias.

Como funciona
A tecnologia cognitiva disponível por meio do Watson trabalha com conjuntos de API’s (Interface de Programação de Aplicações), que combinadas geram inúmeras funções. “É uma espécie de lego, com várias pequenas peças”, conta Dias.